As pressões inflacionistas estão a abrandar a descida das taxas de juro, alerta Paulo Macedo, presidente do banco português Caixa Geral de Depósitos. Em um evento realizado no Funchal, o banqueiro expôs os impactos de uma “era de incerteza” que nasceu com a administração Trump nos Estados Unidos.
Segundo Macedo, o cenário atual apresenta um paradoxo nos bolsos das famílias portuguesas. Por um lado, há uma escassez de oferta de habitação, o que tem impulsionado os preços dos imóveis. Por outro lado, há um crescimento “muito significativo” do crédito à habitação, o que pode levar a um endividamento excessivo das famílias.
O presidente da Caixa Geral de Depósitos ressalta que a inflação tem sido um fator preocupante para a economia portuguesa, pois pode levar ao aumento das taxas de juro. Isso, por sua vez, pode afetar negativamente o poder de compra das famílias e a capacidade de investimento das empresas.
No entanto, Macedo também aponta que a descida das taxas de juro tem sido uma estratégia adotada pelos bancos centrais para estimular o crescimento econômico. Com taxas de juro mais baixas, as empresas podem investir mais e as famílias podem consumir mais, o que impulsiona a economia como um todo.
O banqueiro também destaca que a administração Trump tem trazido incertezas para o cenário econômico global. As políticas protecionistas adotadas pelo presidente americano têm gerado tensões comerciais e podem afetar negativamente o crescimento econômico de diversos países, incluindo Portugal.
No entanto, Macedo acredita que é importante manter a calma e a confiança no futuro. Ele ressalta que Portugal tem apresentado um crescimento econômico sólido nos últimos anos e que o país está preparado para enfrentar os desafios que possam surgir.
Além disso, o presidente da Caixa Geral de Depósitos destaca que o setor bancário português está em uma posição sólida, com uma maior solidez e estabilidade do que no passado. Isso é resultado das reformas e medidas adotadas após a crise financeira de 2008.
Macedo também enfatiza a importância de investir em inovação e tecnologia para impulsionar o crescimento econômico. Ele acredita que Portugal tem um grande potencial nesse sentido, com uma mão de obra qualificada e um ambiente favorável para o empreendedorismo.
No Encontro Fora da Caixa do Funchal, o banqueiro também destacou a importância de se investir em educação e formação profissional para preparar a população para as mudanças tecnológicas e econômicas que estão por vir.
Em resumo, Paulo Macedo alerta para os desafios que a economia portuguesa pode enfrentar no atual cenário de incertezas, mas também ressalta a importância de manter a confiança e acreditar no potencial do país. Com uma postura positiva e estratégias adequadas, Portugal pode superar esses desafios e continuar seu caminho de crescimento e desenvolvimento.




