A estabilidade governativa é um fator essencial para o desenvolvimento de um país e para a confiança dos agentes económicos. Nesse sentido, o mais recente barómetro da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) revelou que a maioria dos inquiridos considera que o Governo tem agora mais condições para a aprovação de medidas que possam impulsionar a economia, incluindo uma nova descida do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC).
O barómetro da ACEGE é um estudo que procura avaliar a opinião e as perspetivas dos empresários e gestores sobre a situação económica e política do país. E os resultados da edição mais recente são animadores. De acordo com o estudo, 63% dos inquiridos afirmam que o Governo tem agora mais estabilidade governativa, o que permite uma maior segurança e previsibilidade para o futuro.
Esta perceção dos empresários e gestores está diretamente relacionada com a formação do novo Governo, após as eleições legislativas de outubro de 2019. Com a maioria absoluta do Partido Socialista, o Executivo liderado por António Costa reforçou a sua posição e tem agora mais força para avançar com as suas políticas e medidas. Além disso, a estabilidade governativa é também favorecida pelo acordo de Governo com os partidos à esquerda, que garante uma base sólida para a aprovação de medidas importantes.
Entre essas medidas, uma das mais discutidas e aguardadas é a descida do IRC. Este imposto é um dos principais tributos sobre as empresas, tendo uma taxa máxima de 21% sobre os lucros. No entanto, para promover a competitividade e atrair investimento, tem sido uma tendência global a redução da taxa de IRC, nomeadamente em países europeus concorrentes de Portugal. E, de acordo com o barómetro da ACEGE, 83% dos inquiridos acredita que o Governo tem agora as condições necessárias para avançar com uma nova descida do IRC.
Esta expectativa é justificada pelo facto de, nos últimos anos, já ter havido uma descida gradual desta taxa em Portugal. Em 2014, a taxa máxima era de 25%, tendo sido reduzida para 23% em 2015, 21% em 2016 e mantendo-se nesse patamar desde então. No entanto, os empresários e gestores acreditam que ainda é possível ir mais longe, e esperam que o Governo aproveite este momento de estabilidade para reduzir ainda mais o IRC e, assim, aumentar a competitividade das empresas portuguesas.
Além da descida do imposto, o barómetro da ACEGE também destaca outras medidas que os empresários e gestores acreditam ser prioritárias para o futuro do país. Entre elas, estão a diminuição da carga fiscal sobre as empresas, a simplificação do quadro legal e regulatório, o investimento em infraestruturas e a promoção do empreendedorismo.
É importante ressaltar que a confiança dos empresários e gestores é um fator crucial para o crescimento económico de um país. Quando os agentes económicos acreditam que há estabilidade e condições favoráveis para os seus negócios, tendem a investir mais, a criar emprego e a impulsionar a economia. Por isso, a maioria dos inquiridos no barómetro da ACEGE está otimista quanto ao futuro e acredita que, com o apoio do Governo, é possível continuar a melhorar o ambiente de negócios em Portugal.
Em suma, os resultados do barómetro da ACEGE demonstram que a estabilidade governativa é uma condição essencial para o desenvolvimento do país. E a maioria dos empresários e gestores acreditam que, com a atual composição




