Um recente estudo realizado pelo Banco de Portugal revelou que o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) é responsável por aumentar a desigualdade social no país, colocando Portugal entre os cinco países da zona euro com maior peso da receita proveniente deste imposto.
O IVA é um imposto que incide sobre o consumo, ou seja, sobre os bens e serviços que adquirimos. Em Portugal, é um dos principais impostos indiretos, representando cerca de 22% da receita fiscal total. Segundo o estudo, Portugal é um dos cinco países da zona euro com maior carga fiscal em IVA, juntamente com a Hungria, a Eslováquia, a Polónia e a Roménia.
Além disso, o estudo concluiu também que a desigualdade em Portugal é agravada pelo IVA em níveis mais elevados do que a média da zona euro. Embora o IVA seja considerado um imposto comum e equitativo para todos os cidadãos, a sua aplicação acaba por penalizar mais os mais pobres, uma vez que estes são obrigados a gastar uma maior proporção dos seus rendimentos em bens e serviços sujeitos a este imposto.
Por outro lado, os mais ricos tendem a gastar uma menor proporção dos seus rendimentos em bens e serviços sujeitos a IVA, o que torna este imposto menos impactante para eles. Com isso, o IVA acaba por criar uma desigualdade adicional, uma vez que penaliza mais os mais pobres enquanto permite que os mais ricos perpetuem a sua posição privilegiada.
Este estudo é um alerta para a necessidade de uma maior equidade no sistema fiscal português. Embora o IVA seja um imposto importante para as receitas do Estado, a sua aplicação deve ser repensada de forma a não agravar ainda mais as desigualdades sociais no nosso país.
Além disso, o estudo do Banco de Portugal revela ainda a necessidade de medidas redistributivas que promovam a justiça social. É importante que o Estado crie políticas públicas que possibilitem uma redistribuição de rendimentos e que permitam uma maior justiça fiscal, beneficiando aqueles que são mais afetados pelas políticas de austeridade.
É importante lembrar que a desigualdade não traz benefícios para ninguém, nem mesmo para as camadas mais ricas da sociedade. Estudos mostram que a redução da desigualdade tem impactos positivos em áreas como a saúde, a educação e o crescimento económico.
Por isso, é importante que o governo e os órgãos responsáveis pela política fiscal tenham em conta estas conclusões e adotem medidas eficazes para evitar o aumento da desigualdade no país.
Por outro lado, é fundamental que os cidadãos também sejam sensibilizados para a importância de uma sociedade justa e equilibrada. Afinal, a desigualdade não é apenas uma questão de justiça social, é também uma questão de eficiência económica e crescimento sustentável.
Portugal é um país com uma rica história de luta contra a desigualdade, e é agora mais do que nunca que precisamos de continuar essa luta. É importante que o IVA e outros impostos não sejam utilizados como fontes de desigualdade, mas sim como instrumentos para promover a justiça social e o bem comum.
É preciso que haja uma mudança na forma como o sistema fiscal é estruturado, de forma a reduzir a desigualdade e garantir um desenvolvimento mais justo e sustentável. Este estudo do Banco de Portugal é apenas um alerta para uma realidade que precisa de ser mudada.
Com políticas corretas e uma mudança de mentalidades, podemos tornar Portugal um país mais justo e equilibrado. É necessário que todos, governo




