A China deu mais um passo importante na sua jornada espacial nesta quarta-feira, 23 de setembro, com o lançamento bem-sucedido de uma sonda espacial para trazer amostras de asteroides para a Terra. Esta missão pioneira, chamada de Chang’e-5, tem como objetivo aprofundar o conhecimento e as capacidades de exploração do país no espaço, além de contribuir para o entendimento das origens do sistema solar.
A sonda foi lançada do Centro de Lançamento de Satélites de Wenchang, na província de Hainan, no sul da China, às 4h30 da manhã (horário local). O foguete Longa Marcha-5, responsável pelo lançamento, é o maior e mais poderoso veículo de lançamento da China, com capacidade de transportar até 25 toneladas em órbita baixa da Terra.
A missão Chang’e-5 é composta por quatro partes: uma sonda orbital, um módulo de pouso, um veículo de ascensão e um módulo de retorno. A sonda orbital será responsável por transportar a espaçonave até a órbita lunar, onde o módulo de pouso e o veículo de ascensão serão separados e pousarão na superfície do satélite natural da Terra. O módulo de pouso irá coletar as amostras de solo e rochas do asteroide e o veículo de ascensão irá levá-las de volta para a órbita lunar, onde serão transferidas para o módulo de retorno. Por fim, o módulo de retorno irá trazer as amostras de volta para a Terra, pousando em uma região da Mongólia Interior, no norte da China.
Esta é a primeira vez que a China irá realizar uma missão de retorno de amostras do espaço. Se bem-sucedida, a Chang’e-5 será a terceira missão do país a pousar na Lua, após as missões Chang’e-3 e Chang’e-4, que foram responsáveis por colocar um rover lunar na superfície do satélite natural.
A coleta de amostras de asteroides é um desafio técnico e científico extremamente complexo, mas a China está determinada a superá-lo. A sonda irá pousar em uma região chamada Mons Rümker, localizada no Oceano das Tempestades, uma área que contém rochas e solo com cerca de 1,2 bilhão de anos, mais jovens do que as amostras trazidas pelas missões Apollo dos Estados Unidos. Isso permitirá que os cientistas estudem materiais mais recentes e, possivelmente, descubram novas informações sobre a evolução do sistema solar.
Além disso, a missão Chang’e-5 também é um marco importante para o programa espacial chinês, que tem se expandido rapidamente nos últimos anos. Desde o lançamento do primeiro satélite do país em 1970, a China tem feito grandes progressos em sua exploração espacial, incluindo o envio de astronautas ao espaço e a construção de sua própria estação espacial, a Tiangong. Com a missão Chang’e-5, a China demonstra sua ambição e capacidade de se tornar uma potência espacial de destaque.
O sucesso desta missão também pode abrir portas para futuras colaborações internacionais no campo da exploração espacial. A China já tem parcerias com a Rússia e a Agência Espacial Europeia, e a possibilidade de compartilhar conhecimentos e recursos com outros países pode levar a avanços ainda maiores no campo da ciência e tecnologia espacial.
Além disso, a missão Chang’e-5 é um grande orgulho para o povo chinês, que tem acompanhado de perto os avanços do país no espaço. O lançamento da s




