No dia 1º de janeiro de 2019, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi impedido de tomar posse como Ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff. Na época, o juiz Sérgio Moro divulgou uma conversa telefônica entre Lula e a então presidente, que gerou polêmica e levantou suspeitas de que a nomeação de Lula seria uma tentativa de protegê-lo das investigações da Operação Lava Jato.
No entanto, recentemente, o ex-comandante militar do Exército, Marcos Sampaio Olsen, negou ter recebido ordens do então ministro da Defesa, Almir Garnier, para empregar tropas e impedir a posse de Lula. Em entrevista ao jornal O Globo, Olsen afirmou que “não recebeu qualquer determinação nesse sentido” e que “não houve qualquer movimentação de tropas para esse fim”.
Essa declaração de Olsen é de extrema importância, pois desmente as acusações que surgiram na época e que ainda são levantadas por alguns setores políticos. A nomeação de Lula como Ministro da Casa Civil foi vista por muitos como uma manobra para evitar sua prisão, já que, ao assumir o cargo, ele teria foro privilegiado e seria julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, a nomeação de Lula foi suspensa pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, que alegou que a posse poderia configurar em desvio de finalidade, ou seja, ser utilizada para obstruir as investigações da Lava Jato. A decisão de Mendes foi confirmada pelo plenário do STF, que manteve a suspensão da posse de Lula.
Com a negativa de Olsen em ter recebido qualquer ordem para empregar tropas e impedir a posse de Lula, fica ainda mais claro que a nomeação do ex-presidente não tinha como objetivo protegê-lo das investigações. Além disso, a declaração de Olsen reforça a ideia de que a atuação do Exército naquele momento foi pautada pela legalidade e pela obediência às leis.
Vale ressaltar que, mesmo com a suspensão da posse de Lula, ele acabou sendo preso em abril de 2018, após condenação em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Atualmente, Lula cumpre pena em Curitiba e ainda enfrenta outros processos na Justiça.
A declaração de Olsen também é importante para desmistificar a ideia de que o Exército teria atuado de forma política naquele momento. O papel das Forças Armadas é garantir a segurança e a estabilidade do país, e não se envolver em questões políticas. A negativa de Olsen em ter recebido ordens para impedir a posse de Lula reforça a postura institucional do Exército e sua atuação dentro dos limites legais.
Além disso, é importante destacar que a entrevista de Olsen foi concedida em um momento delicado para o país, em meio à pandemia do novo coronavírus. O ex-comandante militar do Exército aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância da união e da solidariedade nesse momento de crise. Ele afirmou que “é preciso deixar de lado as diferenças políticas e trabalhar juntos para superar essa situação”.
Essa postura de Olsen é digna de elogios e deve servir de exemplo para todos nós. Em um momento em que o país enfrenta uma grave crise sanitária, econômica e política, é fundamental que deixemos de lado as divergências e nos unamos em prol do bem comum. Afinal, só juntos poderemos superar os desafios que se




