O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler de Morais, confirmou que a consulta pública sobre as faixas de frequência para o leilão do 6G no Brasil será aberta no dia 7 de agosto deste ano. A decisão foi tomada após uma reunião com representantes do setor de telecomunicações e tem gerado controvérsias entre os provedores de internet.
A proposta da Anatel é disponibilizar a faixa de 6 GHz para o leilão do 6G, que é a próxima geração de tecnologia móvel, prevista para ser lançada em 2023. No entanto, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) contesta essa medida, alegando que a utilização dessa faixa pode prejudicar os serviços de internet fixa prestados pelas pequenas e médias empresas do setor.
A faixa de 6 GHz é considerada estratégica para o desenvolvimento do 6G, pois permite a transmissão de grandes volumes de dados em alta velocidade. Além disso, essa frequência é considerada ideal para a implementação de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT) e a inteligência artificial, que serão fundamentais para o avanço da sociedade conectada.
No entanto, a Abrint argumenta que a utilização dessa faixa para o 6G pode causar interferências nos serviços de internet fixa, que são prestados por meio de radiofrequência. Segundo a associação, isso pode gerar prejuízos para as empresas do setor, que teriam que investir em novas tecnologias para evitar essas interferências.
Diante desse impasse, a Anatel decidiu abrir uma consulta pública para ouvir as opiniões dos diversos atores envolvidos no processo. A ideia é encontrar um consenso que atenda tanto às necessidades do setor de telecomunicações quanto às demandas dos provedores de internet.
Para o presidente da Anatel, a consulta pública é uma oportunidade para debater e encontrar soluções que beneficiem a todos. “É importante que todos os interessados participem e contribuam com suas opiniões e sugestões. Queremos chegar a um consenso que seja benéfico para o desenvolvimento do 6G no Brasil”, afirmou Leonardo Euler de Morais.
A expectativa é que a consulta pública traga à tona outras questões importantes, como a possibilidade de compartilhamento da faixa de 6 GHz entre os serviços de internet fixa e o 6G. Essa é uma alternativa que pode ser viável para evitar as interferências e garantir a continuidade dos serviços prestados pelas empresas de internet.
Além disso, a Anatel também está estudando a possibilidade de realizar um leilão conjunto, que incluiria a faixa de 6 GHz e outras faixas de frequência, como a de 3,5 GHz, que já está sendo utilizada para o 5G. Essa medida poderia trazer mais competitividade ao processo e garantir um maior equilíbrio entre as empresas participantes.
É importante ressaltar que o leilão do 6G é fundamental para o desenvolvimento tecnológico do país e para a melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações oferecidos à população. Além disso, a implementação do 6G trará inúmeros benefícios para a sociedade, como a conexão de dispositivos inteligentes, a automação de processos e a criação de novas oportunidades de negócios.
Portanto, é necessário que haja um diálogo aberto e construtivo entre todos os envolvidos no processo, para que seja possível encontrar uma solução que atenda às necessidades de todos. A consulta pública é uma oportunidade para isso e é importante que todos os interessados participem e contribuam com suas opiniões.
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