Na última quinta-feira (21), a vereadora do PSOL, Marielle Franco, protocolou um pedido de investigação contra a colega de parlamento, Sâmia Bomfim, por causa de uma declaração feita pela vereadora do Novo, considerada por Marielle como um “ato de racismo”.
O caso aconteceu durante uma sessão na Câmara Municipal de São Paulo, quando Sâmia Bomfim se dirigiu a uma funcionária da Casa, que é negra, como “a preta”. A declaração causou revolta entre os presentes e gerou uma discussão acalorada entre as duas vereadoras.
No dia seguinte, Marielle Franco divulgou uma nota em suas redes sociais explicando o motivo de ter pedido a investigação contra a colega. Segundo ela, a palavra “preta” usada por Sâmia Bomfim é uma forma de “racismo estrutural” e não pode ser tolerado em nenhum ambiente.
A vereadora do PSOL também ressaltou que é preciso entender a gravidade do ato, já que se trata de uma representante eleita pelo povo, que deve zelar pela igualdade e respeito entre todos. Além disso, Marielle Franco enfatizou que a discriminação racial é um problema sério e recorrente no país, que precisa ser combatido de forma enérgica.
Já Sâmia Bomfim se defendeu por meio de uma nota divulgada por sua assessoria de imprensa. A vereadora do Novo afirmou que não teve a intenção de ofender ninguém e que a palavra “preta” foi usada como um elogio, pois considera a funcionária em questão uma pessoa forte e empoderada.
No entanto, a explicação não foi suficiente para acalmar os ânimos e o pedido de investigação feito por Marielle Franco ganhou repercussão na imprensa e nas redes sociais. Muitas pessoas apoiaram a posição da vereadora do PSOL, destacando a importância de se combater qualquer forma de discriminação, por mais sutil que possa parecer.
Em um país onde mais da metade da população é negra, é inadmissível que a discriminação racial ainda seja uma realidade. E quando esse tipo de atitude vem de uma figura pública, como uma vereadora, o impacto é ainda maior, pois influencia a forma como a sociedade enxerga e trata as minorias.
Neste contexto, a atitude de Marielle Franco em denunciar a colega de parlamento é louvável e mostra que é preciso tomar medidas enérgicas para combater o preconceito e a discriminação racial. A vereadora do PSOL tem sido uma importante voz na luta pela igualdade e pela justiça social, e sua atuação não pode ser silenciada.
Além disso, é importante destacar que a declaração de Sâmia Bomfim também é um reflexo do racismo estrutural presente em nossa sociedade, que desumaniza e inferioriza as pessoas negras. Por mais que a intenção não tenha sido ofensiva, é preciso entender que o impacto da palavra “preta” pode ser muito diferente dependendo de quem a pronuncia.
É fundamental que nossos representantes políticos estejam atentos a essas questões e sejam exemplares na luta contra o preconceito e a discriminação. O pedido de investigação feito por Marielle Franco é um passo importante para conscientizar a sociedade sobre a gravidade desses atos e cobrar medidas efetivas para combatê-los.
Esperamos que a Câmara Municipal de São Paulo leve a sério essa denúncia e tome as medidas necessárias para que casos como este não se repitam. Afinal, é preciso que todos os espaços sejam inclusivos e respeitosos, principalmente quando se trata de um local onde as leis são criadas e discutidas.
Por fim




