A irmã Geneviève Jeanningros, de 81 anos, é uma figura conhecida e admirada pelo Papa Francisco. Ela é chamada carinhosamente pelo pontífice de ‘enfant terrible’, que em português significa “criança terrível”. Mas, ao contrário do que o apelido pode sugerir, a irmã Geneviève é uma mulher de grande bondade e coragem, que dedicou sua vida a ajudar os mais necessitados.
Nascida em uma família católica na França, Geneviève entrou para a ordem das Irmãs de São Vicente de Paulo aos 18 anos. Desde então, ela tem sido uma presença constante nas ruas de Roma, onde vive há mais de 50 anos. Sua missão é levar amor e esperança aos excluídos da sociedade, especialmente aos mais pobres e marginalizados.
Foi em uma dessas caminhadas pelas ruas de Roma que a irmã Geneviève conheceu o então cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje conhecido como Papa Francisco. Desde o primeiro encontro, eles estabeleceram uma amizade profunda e sincera. O Papa, que na época era arcebispo de Buenos Aires, ficou impressionado com a dedicação e o trabalho da irmã Geneviève e a convidou para acompanhá-lo em suas visitas pastorais pela cidade.
Juntos, eles visitaram os feirantes, os moradores de rua e as transexuais que vivem nas periferias de Roma. A irmã Geneviève sempre foi uma defensora dos direitos humanos e da dignidade de todas as pessoas, independentemente de sua condição social ou orientação sexual. Ela acredita que todos são filhos de Deus e merecem ser tratados com amor e respeito.
Em uma entrevista, o Papa Francisco falou sobre sua amizade com a irmã Geneviève e a importância de seu trabalho: “Ela é uma mulher corajosa, que não tem medo de ir às periferias e levar a mensagem de amor e esperança. Ela é uma verdadeira discípula de Jesus, que nos ensina a amar e servir os mais necessitados”.
Além de seu trabalho nas ruas, a irmã Geneviève também é conhecida por sua atuação em defesa dos direitos das mulheres e das crianças. Ela é uma das fundadoras da Casa das Mulheres, um centro de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade. Lá, elas recebem apoio emocional, orientação jurídica e cursos de capacitação para que possam se tornar independentes e ter uma vida digna.
Aos 81 anos, a irmã Geneviève continua ativa e dedicada ao seu trabalho. Ela é uma inspiração para muitas pessoas, que veem nela um exemplo de amor, compaixão e serviço ao próximo. Seu lema de vida é “amar até o fim”, uma frase que ela aprendeu com o próprio Jesus e que guia todas as suas ações.
Em 2015, a irmã Geneviève foi convidada pelo Papa Francisco para participar do Sínodo dos Bispos sobre a Família, no Vaticano. Ela foi a única mulher a participar do evento e trouxe uma perspectiva única e valiosa sobre os desafios enfrentados pelas famílias mais pobres e marginalizadas.
A irmã Geneviève é um exemplo de como uma vida dedicada ao serviço aos outros pode fazer a diferença no mundo. Seu trabalho é uma prova de que, mesmo em meio a tantas dificuldades e injustiças, é possível espalhar amor e esperança. Ela é uma luz que brilha nas periferias de Roma e que inspira a todos a seguirem o exemplo de Jesus, que veio ao mundo para servir e não para ser servido.
Em tempos de individualismo e egoísmo, a irmã Geneviève nos mostra que o verdadeiro sentido da




